Livro "Falando de Projeção Astral" de Luiz Roberto Mattos

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Esse trecho é muito bom (assim como o livro todo), pois foi achado um modo de explicar a imortalidade da alma entre outras questões de uma forma simples, direta e que qualquer pessoa por mais cética que seja irá assimilar:

"Pensemos que somos um mergulhador. Antes de mergulharmos, estamos em um “mundo”, ou “dimensão”, que o mergulhador chama de superfície, em que respiramos normalmente, sem necessitar de qualquer aparelho ou máscara, e nos movimentamos livremente, de forma mais rápida. Para entrarmos no mar, e descermos abaixo da linha da superfície, precisamos de equipamentos especiais. Vestimos uma roupa especial, de borracha, colocamos cilindro com oxigênio nas costas, usamos máscara e nadadeiras. Dentro da água, nossos movimentos ficam mais lentos, a visão fica mais limitada, por causa do uso da máscara, e precisamos de nadadeiras para que o deslocamento se dê mais rápido. Quando estamos no fundo do mar, parece que estamos em outro mundo. Reina o silêncio! Os seres são muito diferentes dentro da água, e a vida é totalmente outra. Parece que realmente estamos em outro mundo, ou em outra dimensão. Todavia, o cilindro de oxigênio tem uma determinada quantidade de oxigênio, e ela termina, e então quando isso acontece precisamos voltar para a superfície, para o nosso mundo real. Mas podemos encher novamente o cilindro de oxigênio e tornar a descer, vestindo mais uma vez a roupa especial de mergulho, e vivenciar mais uma vez a experiência do contato com aquela “dimensão” aquática. Podemos dizer que o mergulhador é o espírito, e que a vestimenta de mergulho é o corpo físico, que vestimos temporariamente para mergulharmos no mundo material, no Plano Físico. Aqui e agora, como ora estamos, a ler estas palavras, estamos vestindo uma roupagem especial que limita os nossos movimentos, o que chamamos de corpo físico. Sem essa vestimenta de carne, não poderíamos “descer” vibratoriamente e consciencialmente para esta dimensão mais condensada, para este mundo material. Aqui, dentro da roupagem de carne, que já chamei de escafandro de carne em um de meus livros, nossa visão fica mais limitada, mais turva. Nossa percepção é menor. E nossos movimentos ficam mais lentos. Um dia, o limite do “oxigênio” termina, e precisamos retornar para a superfície, que é o nosso mundo real, de onde saímos antes de “mergulharmos” na matéria. Muitos de nós vivemos no “fundo do mar”, usando uma roupa especial de “mergulho”, e nos envolvemos tanto na experiência que passamos a ter a ilusão de que nunca mergulhamos, e que sempre estivemos aqui, que nascemos aqui, já na vestimenta de carne. E acreditamos inclusive que não existe a “superfície”! Essa é a ilusão de parte dos humanos, que acha que nasceu no corpo de carne e que ao morrer nada mais existirá. Ainda há muitos que não acreditam em vida depois da morte! Esses acham que só existe uma vida, e que ela é apenas física, e que depois da morte nada mais haverá. Eles se identificaram tanto com o corpo de carne que acreditam ser o corpo. Vamos agora fazer outro paralelo, que é mais antigo na minha mente."

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