Hipóteses...

A liberdade é uma utopia. É só refletirmos bem. Não vivemos enclausurados, fechados entre muros, cercas, paredes grossas de cimento, tijolo, ferros, portas? Possuímos chaves, fechamos tudo, verificamos se estamos bem presos. Não somos livres para dizer o que pensamos, fazer o que queremos, pois há leis, consequências. Infringindo-as, outras vezes não, há o risco de tornar-se preso para outro local que não a sua casa, o seu trabalho, o seu carro, com outro nome: a cadeia com grades, onde pouco você pode fazer para sair de lá ou ainda, preso ao nosso próprio vazio interior labirintado.  Ação e reação... Quem decide não somos nós. Vivemos acorrentados, tendo que seguir num rumo estreito sem se chocar com grades da nossa própria gaiola mental. Mas há quem anseie por se desprender, poder voar livremente, acompanhando a dança do vento e o que fazem para obtê-la? Presos ao passado, presos a um futuro incerto... Presos ao presente que não sai do lugar, não muda, não acontece. Não somos livres de ter que usar roupas, comer alimentos, beber água, tomar banho, trabalhar, viver. Padrão imposto pela “Vida”, (por quem, por quê)? Não controlamos nem a morte, pois quem se mata não deixa de existir (será? Por quê?). Somos presos aos nossos medos, aos nossos vícios, ao sistema político que nos governa e dita nossos direitos e deveres, à escola que nos ensina o que as autoridades decidem, à mídia que introduz informações ao nosso inconsciente. Não seria tudo isso um sonho, a tal da Matrix que falam? Como ter o controle? Como ser livre? Defina liberdade. Ela vai até onde começa a do outro? A liberdade é então assim, limitada? Com barreiras, fronteiras? Não. Acho que não. O que eu acho tem alguma validade? E o que o outro acha? Quem está certo? Quem sabe realmente o que é real, verdade, correto, livre e o que não o é? A pessoa com a maior inteligência do mundo (ou do (s) universo (s) encarando todas as possibilidades existentes – o nome já diz, são possíveis-) seria capaz de responder-nos estas perguntas? Por que ainda não o fez? Fará algum dia? Torno a pensar: qual a definição de possível e de impossível? O que aprendemos na etimologia dessas palavras tem o seu significado verdadeiro? Há palavras que têm vários sentidos diferentes, outras não. E se essas palavras de um aparente significado só, tiverem outros ainda desconhecidos ou camuflados? E para quê tudo isso importa? Por que tocar nesses assuntos? “Só sei que nada sei”, realmente. É melhor pararmos por aqui ou continuar? Como o saber? Chegaria a alguma conclusão ou ficaria eternamente a questionar, duvidar, filosofar, tentar entender, enfim, tentar ter algum pouco de compreensão sobre tudo ou sobre algo apenas. Alguma certeza? Alguma dúvida sanada? Para mim não. E para você? Torno a dizer e o que importa? E por que perder tempo com isso? Rio, balanço a cabeça e penso ser eu ou muito idiota ou muito inteligente. Poderia eu estar fazendo outra coisa nesse exato instante enquanto estou aqui escrevendo isso? Quem sabe dizer se estou fazendo isso por minha “livre” espontânea vontade ou algo ou alguém está a me dirigir assim como está ou estão a dirigir a todos e a todas? Marionetes x Livre arbítrio... É de se pensar. Interessante pra mim o é. Mas parece um redemoinho de informações que não sei ao certo se, organiza meus pensamentos ou se enrola cada vez mais nesse embaralhado de informações e caminhos que se abrem sem saída. Perturbador? Baboseira? Num mundo onde o supérfluo, o desnecessário são considerados essenciais para uns, descartáveis para outros, como definir uma teoria que explique a verdade, a liberdade, o certo e o errado? A verdade é só um ponto de vista ou existe realmente uma verdade independente do que achamos, dos nossos gostos, pouco importando se concordamos ou não? Ou será que quando soubermos dela (se é que algum dia saberemos, caso ela exista) passaremos então a concordar com a mesma ou voltaremos a estar aqui refletindo sobre, questionando, duvidando...? Escravos de nossas dúvidas ou de nossas certezas. Como saber? Não sei. Estou começando a achar que por mais teorias existentes e as que ainda não foram descobertas aparentemente, a vida não tem explicação. Pelo menos por enquanto. Caso esse momento chamado “por enquanto” se prolongue muito, indeterminadamente, tornar-se-á em outro momento, o para sempre. O sempre que teve início ou que “sempre” existiu? Suspiro. Meu Deus. A cada palavra vêm mais reflexões em minha mente. Questiono em silêncio por vezes, noutras esqueço-me de tudo e vivo como toda a população, como um robozinho inserido na sociedade em que vivemos. Todos dentro de domicílios fechados, dentro de roupas que não dizem nada, dentro de corpos que são válidos. Não sabemos o que irá acontecer. Podemos ter a liberdade limitada de andar “rastejando” pela gravidade terrestre, pés presos ao chão por ela, até quando? Quem de nós sabe se daqui a pouco uma bala “perdida” ou não, não nos tirará esse direito limitado? Quem está numa cadeira de rodas imaginou isso? Escolheu isso? Foi quem? Por quê? Existe o perdão pelos erros cometidos ou estamos pagando em forma de provas e expiações? Espiritismo e ateísmo são opostos ou complementares? Dois lados de uma mesma moeda? Qual seguir? Torno a dizer, muito interessante realmente. Teorias inventadas, recicladas... Por incrível que pareça somos escravos até de defecar, você pode nunca ter parado pra pensar sobre isso... Mas quem tem essência de filósofo presta atenção e reflete sobre tudo. Podemos escolher se o sangue correrá ou não por “nossas” veias? O que é “nosso”? O que nos é emprestado? O que é de quem? O que é de ninguém? O que é ninguém? Somos escravos das leis da Física, Química, Matemática, de Ação e Reação, Divinas, terrestres... Inúmeras, incontáveis. Podemos escolher se queremos ou não nos molhar ao estar sob a chuva desprevenidos de abrigo? Leis, leis e mais leis. E essa vontade que surge de se libertar, despertar, raciocinar, oprimir quem sente tudo isso? O último citado seria por medo do desconhecido, insegurança pelo novo, preguiça de desacomodar da ilusão que achamos confortável? Uma coisa leva à outra. Um assunto puxa outro. Infinitas são as possibilidades? Existe algo impossível? Será impossível até quando? Alguém descobrirá isso e o tornará público? Sem leis haveria caos ou ordem, mais desorganização do que nos encontramos atualmente? Olhemos ao redor. Analisemos. A liberdade total existe? Nessa dimensão creio que não, mas uma crença se embasa em opiniões e opiniões sempre são de todos os jeitos... A vida é um mistério. Encontraremos respostas? Eu pelo menos, até agora não encontrei. E acho que continuará assim. Tudo parece uma grande confusão perfeita ou uma perfeição confusa... Isso é incoerente, mas se encaixa como definição desse momento. Incoerência, transformação constante e inconstante ao mesmo tempo. Meus pensamentos embaralham-se e perdem-se pelos insights que aparecem. O que tem lógica? Nascemos, estudamos, trabalhamos, morremos... Onde está a novidade? Por que esse ciclo se repete há milhões de anos? Quem começou a contar o tempo? São muitas as indagações e nenhuma resposta. Toda resposta dada será questionada nesse círculo de interrogações. Não aceite “verdades” prontas, impostas. Duvide. Use seu cérebro. Hipóteses, filosofia, realidade x ilusão... Reflexões que fluem do mais íntimo do nosso ser, expandem-se como o universo, acidental (ou propositalmente) transbordam algumas ideias que acabam pingando no papel e tornando a vida mais bela...

Carol Moraes.

 

Reflexões

Use cinto de segurança. Não usá-lo é uma grande irresponsabilidade com a nossa vida e a dos outros e arcaremos com as consequências. Torne um hábito automático, acostume-se, é para o bem de todos.

 Um clique tão simples que pode mudar o futuro da sua vida e a dos outros...

 Economize papel na medida do possível, não desperdice, recicle o que der.
 A escolha está em suas mãos. Não dirija se ingeriu álcool. Ou melhor, mude hábitos e não beba nunca! 

 Não dirija cansado ou com sono, pare e descanse. Sua imprudência "sem querer" pode ceifar vidas, inclusive a sua.

 Dê valor para o que tens e ajude o quanto for possível.

 Fumar causa envelhecimento precoce e várias doenças para quem fuma e para quem fica ao redor, além de tantos outros prejuízos e mal cheiro tenebroso. Mude hábitos, seja mais saudável e feliz! Não fume!

Ajude no que for possível. Não derrube árvores, plante-as. Denuncie. Assine petições.

 Polua menos.